Que a desigualdade de oportunidades afeta mais as mulheres do que os homens não é novidade. Ocorre que, com a eclosão da pandemia, as condições de trabalho e renda ficaram ainda piores para o público feminino – de diferentes formas e independentemente da região.
Nos Estados Unidos, onde as mulheres compunham 43% da força de trabalho, elas representaram 56% das perdas de empregos relacionadas à covid-19, segundo um relatório divulgado em julho de 2020 pela McKinsey. No Brasil, cerca de 3,1 milhões de mulheres simplesmente desistiram de procurar emprego no segundo trimestre de 2021, conforme um levantamento do jornal Folha de S.Paulo. Para efeitos de comparação, o total de homens desalentados – nome dado aos que gostariam, mas desistiram de trabalhar – ficou em 2,5 milhões.
Em meio a um cenário adverso, as mulheres buscam ser donas das próprias carreiras. O número de empreendedoras cresceu 40% em 2020, chegando a 30 milhões. É o equivalente a quase metade do mercado empreendedor (48,7%), segundo informações da Rede Mulher Empreendedora (RME).
Mas esse avanço não vem sem desafios. Começa que, no Brasil, o empreendedorismo feminino é mais por necessidade do que por paixão – segundo a RME. Um levantamento do Sebrae, em parceria com o movimento Aladas, traz outro ponto: 78% das empreendedoras investem do próprio bolso ao abrir um negócio.
E ainda: apenas 4,7% das startups foram criadas exclusivamente por mulheres no país, segundo o estudo Female Founders Report 2021, produzido pelo Distrito Dataminer, em parceria com a B2Mamy e Endeavor. Ou seja: a desigualdade de gênero atinge até mesmo o ecossistema de inovação, que por vezes se vende como sendo um ambiente de diversidade e inclusão.
Desenvolvimento das mulheres
Os dados acima reforçam que o caminho não é fácil para o empreendedorismo feminino. Ao compreender a realidade das mulheres, dentro e fora dos negócios, é perceptível a necessidade de se criar oportunidades que incentivem e qualifiquem lideranças femininas – uma rede de apoio que seja capaz de transformar realidades, como a B2Mamy. A empresa capacita e conecta mães ao ecossistema de tecnologia e inovação, incentivando a liderança e liberdade econômica. Desde 2016, a B2Mamy capacitou mais de 30 mil mulheres.
A Rede Mulher Empreendedora também age no sentido de integrar mulheres aos negócios. Atuando desde 2010, a RME calcula que mais de 750 mil pessoas foram impactadas por seus programas e ações. Em todo Brasil, são 133 embaixadoras e 50 influenciadoras da RME. A organização conta ainda com um grupo no Facebook, com 88 mil membros, onde a sororidade (união feminina em busca de objetivos comuns, tendo como base a solidariedade e a empatia) é promovida por meio de discussões e ajuda mútua.
Além da capacitação, é possível qualificar essa categoria por meio de serviços que dinamizam a potencialidade e criam novas perspectivas de sucesso. É o caso de Localiza Meoo, serviço de carro por assinatura. A empresa oferece aluguel de veículos de forma prática, tranquila, econômica e transparente às usuárias.
Com diferentes categorias para aluguel, Localiza Meoo se aplicada a qualquer tipo de negócio – conforme os objetivos da empreendedora. Há carros compactos e ágeis para deslocamento ou com espaço de sobra para transportar mercadorias. Há para quem precisa de carros com mais estilo ou para comportar toda a família. Seja qual for a realidade, as empreendedoras têm em Localiza Meoo uma parceira para solucionar os desafios do dia a dia.
Empoderamento econômico
Por que as mulheres empreendem? Pode ser para aumentar o rendimento mensal, passar mais tempo com a família, ter a sensação de que é dona das próprias demandas. Mas empreender também pode ser uma questão de segurança para mulheres.
Determinados tipos de violência de gênero acontecem a partir do controle que o agressor tem sobre a vítima, incluindo o controle financeiro. Levantamento desenvolvido pelo Núcleo de Violência Doméstica da Promotoria de Justiça de Taboão da Serra (SP), entre de 2012 e 2016, constatou que 30% das mulheres que sofreram violência e não denunciaram estavam em situação de risco por dependerem economicamente do agressor.
A partir dessa perspectiva, o empreendedorismo atua não apenas como uma alternativa de renda: também é um investimento na independência, segurança e liberdade da mulher.
Outro fator que intensifica a importância do empreendedorismo: a presença de líderes do gênero feminino contribui para uma sociedade mais igualitária. O report da Distrito menciona um estudo realizado pela Kauffman Fellows, em 2019, onde se observou que empresas com ao menos uma fundadora mulher e uma c-level empregam seis vezes mais mulheres que times compostos por homens na liderança.
Como se vê, a pandemia pode até ter estimulado o empreendedorismo feminino no Brasil. Mas sair do sufoco financeiro não é, nem de longe, o único benefício desse movimento. Se pretendemos ter uma sociedade menos desigual, vamos precisar de mais empresas criadas e lideradas por mulheres.
Laércio Guidio
Jornalista MTb 54867/SP | Editor
Deborah Veneziano
Web repórter
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Laércio Guidio, jornalista gastronômico e especialista em barismo. Jornalista profissional desde 2009, graduado pela Unoeste e especializado em Texto e Contexto. Com um olhar apurado para narrativa e semiótica, destaca-se no mundo gastronômico, especialmente em cafés especiais do Brasil. Há quase 10 anos, é editor no Portal Proezas, focado em empreendedorismo, gastronomia e cafeterias. Além disso, possui formação como barista pelo Senac e se destaca no design visual, com ênfase na gastronomia.
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